
Título: Matéria-Prima, vol.2, nº4 (Jul./Dez. 2014)
Outros títulos: Práticas artísticas no ensino básico e secundário
Autor: Queiroz, João
Oliveira, Ronaldo Alexandre de
Maneschy, Orlando
Barreto, Umbelina
Dias, Andreia
Bonilha, Caroline Leal
Frazão, Carla Reis
Rahim, Shakil Y.
Rodrigues, Ana Leonor Madeira
Paulo, Ana Cristina Lourenço de Sousa
Pessanha, Ana
Simões, Anabela Vieira de Freitas
George, Inês Almeida Mendes Moura
Martins, Maria Filomena Bernardo
Egas, Olga
Martins, Mirian Celeste
Magueta, Lúcia
Ramos, Maria da Conceição Fernandes
Paulino, Elisa Maria Duarte
Moreira, Agostinha da Conceição Ribeiro
Marques, Elsa Carina Galvão
Ertel, Tatiane
Reis, Ana Sofia
Porta Rodriguez, Pilar
Paz García, María Begoña
Lopes, Rosangela Almeida
Casal, Cristina Varela
Demarchi, Rita de Cássia
Moreira, Manuel Fernando de Sousa
PEREIRA, CLAUDIA MATOS
Alvarenga, Ana Maria de Oliveira
Hofstaetter, Andrea
Santanna, Míria
Palavras-chave: Arte
Estudo e Ensino
Periódicos
Data: 2014
Editora: Centro de Investigação e de Estudos em Belas Artes, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa
Resumo: A matéria-prima de que trata esta revista é base de trabalho para um ensino artístico alargado, estendendo-se fora dos limites da aula, transgredindo os limites formais dos curricula, implicando património e riqueza cultural, sensibilizando para o imaterial, criando públicos apreciadores e também agentes criadores. É toda uma comunidade que se interliga através dos valores imateriais que sempre foram os da arte. A tarefa do educador é muito alargada: exige-se que esteja à altura deste desígnio humanista, que é também um desafio ao destino da humanidade: pela educação artística constroem-se futuros, e sem arte há intolerância, materialismo, indiferença, alienação, morte. Os tempos que se vivem são exigentes. As questões da pós modernidade estão muito acesas, desde as que nos obrigam ao desassossego, como a sustentabilidade e a poluição, como as que nos implicam politicamente, como a justiça, os direitos civis, a desigualdade. Tudo isto é matéria com a qual se amassa um barro que pode ser mais ou menos criativo: trata-se de extrair a matéria-prima com que se pode fazer os blocos que constroem o futuro. Aos profissionais da educação e do ensino, esta consciência, ao mesmo tempo desamparada – os cortes da economia neoliberal transformaram a arte em indústria, e a sua educação em criação de consumidores – e ao mesmo tempo vigilante e interventiva. Os artigos que responderam a esta chamada, respondem, cada um a seu modo, a este desassossego, a este desconforto, a este mal-estar contemporâneo. Dispuseram-se segundo uma sequência que se articula com base em temas afins que se podem descrever sucintamente: Todos os que participaram neste número mostraram a sua matéria-prima, a sua reação à falta que a arte nos faz. A chamada soa, e ressoa, e é necessário que seja por todos ouvida, em todos os países. É simples: as artes estão em perigo. Perigo porque há menos horas, menos professores, menos opções, menos conhecimento. As reduções no horário, a eliminação de disciplinas tão importantes como a história da arte, fazem de cada professor um agente da resistência, um ser mais implicado na sobrevivência da chama da criação. Matéria-prima: matéria para resgatar a verdade humana, a arte, a expressão mais valiosa da sua vaidade. Resgatar o homem que Michel Foucault (1988: 412) vê ameaçado, como um rosto na areia, desenhado à beira-mar.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/50986
ISSN: 2182-9756
2182-9829
Aparece nas colecções: FBA-CIEBA: Revista Matéria-Prima


















