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Estúdio, vol.7, nº13 (Jan./Mar. 2016)
Estúdio, vol.7, nº13 (Jan./Mar. 2016)
Periódico » :Estúdio

Autor: Queiroz, João
Maneschy, Orlando
Sobral, Keyla Tikka
Rizolli, Marcos
Rahim, Shakil Y.
Rodrigues, Ana Leonor Madeira
Garrido Román, Mar
Girardi Piva, Márcia Helena
Palmela, Ana Sofia Ré de Oliveira
García-Perera, José-Manuel
Marques, Tatiana Lee
Schultz Myczkowski, Rafael
Valesini, María Silvina
Khouri, Omar
Souza, João Wesley de
Romero Baamonte, M Eugenia
Hernández Simal, Iratxe
Farina, Mauricius
Serrano-León, David
Herres Terraza, Cristiane
Spínola Elías, Yolanda
Obradó-Santaoliva, Emilia
Figueiredo Vieira Da Cunha, Eduardo
Ramos, José Artur
Salteiro, Ilidio
Castro Silva, João
Gonçalves, Luís Jorge Rodrigues
Prieto, Margarida P.

Editora: Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa


Resumo: A revista Estúdio inaugura neste começo do seu sétimo ano de existência uma periodicidade mais exigente: publica-se agora com um ritmo trimestral. No número 12 da Estúdio tinha-se lançado o tema “Identidade”. A muito boa resposta que o tema suscitou levou-nos a desdobrar a publicação dos artigos selecionados em dois números consecutivos da revista. Assim tem-se no presente uma segunda identidade. Fala-se de variabilidade e de identidade, sendo uma condição da outra. Neste ponto é pertinente recorrer a Darwin, que dscreve este olhar dividido, no capítulo 5 de a origem das espécies, no capítulo intitulado “Leis da variação.” Aí Darwin interroga-se sobre a duplicidade disfórica entre um antepassado comum — sinal do idêntico — e os dois tipos de diferenciação: as diferenças antigas e tornadas mais ou menos permanentes, que ocorreram antes de mudanças climáticas ou ambientais, e as diferenças que florescem nas partes mais recentes dos corpos — os caracteres específicos. Na Estúdio não estudamos propriamente seres vivos, mas sim discursos. Mas como as espécies, há troços do discurso que antecedem as mudanças ambientais (por exemplo, idiomas, algumas regras gerais comportamento) e outros, específicos, que sucedem às mudanças ambientais e contextuais. Assim os artigos aqui reunidos dão testemunho de uma referencialidade comum, profunda, antiga, e ao mesmo tempo de uma diversidade discursiva, que corresponde às suas diferenças contextuais. A identidade engana os incautos: o que ela mostra é o que ela esconde. Escondido atrás de ti, estão os que te chamam, os que te interpelam, os que te preenchem o sentido. Este, pleno, parece formar-se no outro. Afinal, os indivíduos podem ser como as palavras: o seu significado depende de todas as outras ausentes.

Estúdio, vol.7, nº13 (Jan./Mar. 2016)