
Autor: Queiroz, João
Gonçalves, Sandra M. Lúcia Pereira
Camarero-Nuñez, Alaitz Sasiain
Belo Gonçalves, Marcela
Jerônymo, Ciliani Celante Eloi
De Araújo Santos, Eriel
Almozara, Paula
Stori, Norberto
Gutiez, Maximiliano Francisco
Betrán Torner, María
Naranjo-Ferrari, José
Age, Mônica Pereira Juergens
Pelayo, Raquel
Aramendía Zuazu, Manuel
Lopes, Almerinda
Marques, Joana Ganilho Henriques
Nery, Roseli Aparecida da Silva
Salvador, Cristina Maria Marques Batista
PAGATINI, RAFAEL
Sabadin, Andreisse
Monego, Sonia
Pousada, Pedro Filipe Rodrigues
López Páez, M. Montserrat
Cantalozella, Joaquim
Herres Terraza, Cristiane
Valente, António
García-Perera, José-Manuel
Editora: Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa
Resumo: A revista de estudos artísticos GAMA encontra, neste terceiro número, um caminho mais definido dentro do projeto global da comunicação de artistas sobre as obras de outros artistas. A Revista GAMA percorre tradições, registos, ações e intervenções artísticas, que assinalaram diversos momentos, com diferentes graus de difusão. Visa-se resgatar, recuperar a arte: é voltar a olhar, pelo escopo particular de um artista, a intervenção de um outro artista, com algum tempo de intervalo entre ambos. Este intervalo é um tempo de sedimentação, de filtragem, ou de recuperação de valores quase esquecidos. O tempo pode fornecer um ponto de vista privilegiado que permite novas interpretações, valorizações, interligações. Permite-se a reativação, o restauro: restauro não no sentido material, mas no sentido da reapresentação do conteúdo possibilitando reforçar um “museu imaginário,” livre de fronteiras e de hierarquias estabelecidas (Malraux). Os objetos de arte anteriores podem ter originado, ou vir a originar, novas obras, na sequência imprevisível dos discursos humanos mais significativos, reagrupando-se em termos de “ação” ou de “orientação,” de “imagem” ou de “palavra,” (Warburg) permitindo “restituir ao discurso o caráter de acontecimento” (Foucault). Entre a história e a memória, o arquivo e a deriva, a viagem e a identidade, a permanência e a resistência, a Revista GAMA vem assinalando um percurso de salvaguarda, de marcação de registos, de preservação de uma riqueza, ora material ora conceptual: a arte detém-se e debruça-se sobre as suas marcas, os seus projetos, os seus registos, as suas transições. Debruçamo-nos sobre os homens.
