Autor: Cardeira, Liliana BAILÃO, ANA Alves, Alice Nogueira Guerin, Ana Candeias, António Silveira, Carlos Azevedo Tavares, Cristina Duarte, Eduardo Pereira, Fernando Henriques, Frederico Queiroz, João Linhares, João Franco, Luís Lyster Pastilha, Ruben Nascimento, Sérgio Reis, Vítor Dos Editora...
Resumo: Alfredo Betâmio de Almeida foi um pintor, pedagogo, crítico, e poeta que bastante discretamente atravessou o século XX em Portugal. Em 1944 inicia um percurso pedagógico intenso a par com um exercício da crítica de arte, em alguns periódicos como o Jornal do Comércio, entre outros. É responsável pela introdução do "Desenho Livre" no primeiro e no segundo anos dos Liceus, através da execução dos respectivos Programas, homologados em 1948. Publica o Compêndio de Desenho para o 1º Ciclo dos Liceus, que perdurará como livro único até ao final nos anos 60. Também como pintor, Betâmio de Almeida participa nas duas primeiras "Exposições Gerais de Artes Plásticas" na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), desde logo associadas ao Movimento de Unidade Democrática (MUD). Betâmio de Almeida, nesta época, parte de algumas propostas inseridas no neo-realismo para depois se debruçar sobre o abstracionismo. É uma longa carreira incansável de pintor, que se manterá inédita, feita em paralelo com o seu percurso como pedagogo. Já na fase madura da sua vida, Betâmio de Almeida regressa aos motivos essenciais: as naturezas mortas
Resumo: “Arte e Ensino: Propostas de Resistência”, é composta por catorze artigos com questões direccionadas para a Educação Artística no Brasil, Portugal e América Latina. Questões emergentes, ligadas a problemas políticos e educacionais, que vão desde a contextualização histórica aos problemas atuais, como as reformas, os confrontos e os currículos impostos. Ao mesmo tempo, alguns artigos trazem exemplos de ações que mostram alternativas, que confrontam, que reivindicam outros modos de operar. Parte significativa dos artigos de pesquisadores brasileiros alerta e traz para o campo de discussão questões referentes às conquistas obtidas nas últimas décadas como as políticas públicas para educação que nos traz perdas, debilidades e fragilidades, além, de que nos fazem perder muitos avanços obtidos no caminhar desses anos. Tocam ainda na Base Nacional Curricular Comum (BNCC), espaço em que, seguindo uma tendência internacional e interesses outros, são contabilizadas perdas irreparáveis. Os artigos, de modo geral, vão tocar na fragilidade e nos problemas que enfrentamos na atualidade em relação à educação artística, como a formação e atuação de professores, o corte de cargas horárias, a supressão curricular, o desinvestimento, o álibi das atividades extra-curriculares, a alteração na semiosfera, a debilidade dos currículos, a difusa sistematização curricular, as tecnologias virtuais, a redução da advocacia da área, os problemas de comparabilidade, as dificuldades na formação, as dissonâncias entre o formar e atuar, a difícil dualidade professor / artista, entre tantos outros eixos de problematização possíveis de escolher para abordar A Rede Visível é uma plataforma de partilha e reflexão sobre temas relativos à arte e à sua mediação. Surge no âmbito da rede construída nos Congressos Internacionais Matéria-Prima, e procura ampliar, atualizar e diversificar os canais de pesquisa e investigação no campo alargado da mediação artística e cultural. É um novo círculo que se propõe organizar encontros de debate, publicações monográficas e eventos que respondam com pertinência a desafios temáticos, assim como fazer atividades de intervenção e disseminação, como exposições, videogramas ou outras ações de fronteira e de criatividade. Os encontros são de periodicidade anual e podem ocorrer em locais a ser determinados anualmente a partir de proposta aprovada no plenário do encontro anterior. As propostas monográficas são de caráter académico, e publicadas pelo Centro em que ocorrer o encontro anual. O primeiro encontro institui e promove um regulamento de funcionamento (coordenação, mesa, adesão, mandatos) e a apresentação das propostas para o encontro seguinte, de acordo com o plenário
Resumo: A Arte também se faz com riscos. Às vezes está em risco. No que respeita à Educação Artística, o risco está a ser traçado: a educação tem vindo a ser rasurada, riscada. Sobre isto se propõe um tema para a inovação, para a crítica, para o debate: é o tema que ocupa a Rede Visível. Os autores aqui convocados podem convergir numa perspectiva que valoriza a formação, a criatividade e a crítica cultural como elementos estruturantes de uma pedagogia atualizada da educação e da formação artística. Apelando a um maior entrosamento entre a perspectiva crítica da cultura visual, a intervenção do professor como criador, e a mobilização do espectador através das novas mediações, é todo um programa demensionado que é proposto. As suas dimensões podem ser apontadas como formação, crítica e mediação, os campos onde se trava agora este desafio de resgate
Descrição: Obra publicada no âmbito das primeiras Jornadas Internacionais dedicadas a Manuel António Pina com duas exposições realizadas e patentes nas Galerias Fernando de Azevedo - Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa: a exposição de fotografia "Desimaginar o mundo, descriá-lo", e a de pintura "Elogio da matéria", em homenagem ao escritor, estarão patentes de 17 de Janeiro a 9 de Fevereiro de 2019 O presente livro faz parte de um percurso que foi iniciado em Novembro de 2018 com a realização - em S. Paulo, Porto e Lisboa - das primeiras Jornadas Internacionais dedicadas a Manuel António Pina. Comemorando o 75º aniversário do poeta, as Jornadas Desimaginar o Mundo - partilham o nome com o projecto de investigação que as integra e que se prolongará no tempo, abrindo lugares (em espaços fisícos e digitais) capazes de convocar, fomentar, acolher e conectar as mais imprevísiveis propostas de leitura (nas mais diversificadas formas de linguagem) da Obra de Manuel António Pina, fazendo-a assim crescer na multiplicação de legibilidades. A relação entre fotografia e a literatura, mais especificamente a poesia, tem uma longa história. A ambiguidade tantas vezes associada à imagem fotográfica favorece leituras e interpretações que levam a uma pendular oscilação entre o real e o imaginário e, por isso, poesia e fotografia podem articular-se, complementar-se, estimulando a discussão sobre a presença e a representação da realidade na produção literária e artística. O verso do poema A ferida de Manuel António Pina - "Desimaginar o mundo, descriá-lo" - apareceu como um convite irrecusável a associar fotografias a cinco poemas propostos: Estarei ainda muito perto da luz?, Como se desenha uma casa, A ferida, Os livros, O regresso. Desafiámos 24 fotógrafos a apresentar duas fotografias ligadas aos poemas, não como ilustração, mas como relacioná-los num processo de associação livre assumindo-se o registo pessoal, subjetivo da interpretação, da representação