Resumo: Entre 10 e 25 de Setembro de 2020, sete jovens artistas habitaram o espaço da associação Quinta das Relvas e aceitaram o desafio de desenvolver o seu trabalho artístico seguindo a proposição da expressão "um grão na asa" - sentir-se levemente embriagado, fora do estado normal. Assim, mesmo vivendo tempos atípicos, estes artistas reuniram-se para criar, refletir e debater ideias. Durante duas semanas de constante convívio e partilha de atelier, trocaram-se experiências e partilharam-se conhecimentos: a contaminação, positiva, foi constante, intensa e intimista. Terminada a residência, esta publicação reúne agora alguns testemunhos da experiência vivida por estes artistas, reflexões e resultados produzidos durante este período.
Resumo: A ideia para esta publicação ocorreu durante o verão de 2019 na sequência dos trabalhos preparatórios para a montagem da exposição individual, Feci quod potui — Medalha, Moeda & Objetos, que decorreu entre 12 e 27 de Setembro na Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). A exposição que contou com a curadoria de Andreia Pereira e com o apoio logístico e museográfico do Designer João Rocha, do Projetlab/FBAUL, pretendeu assinalar os 25 anos da minha produção medalhística, iniciada, precisamente, em 1994/95, no Convento de S. Francisco, no âmbito da Unidade Curricular lecionada pelo Professor Hélder Batista (regente) e pelo seu Assistente Prof. João Duarte. O projeto para essa exposição antológica foi motivado por três aspetos: quis aproveitar a oportunidade para divulgar a minha obra, que alcançara visibilidade e prestigio internacional, mas que é relativamente pouco conhecida a nível nacional; homenagear de modo singelo a memória do professor Hélder, que me havia convidado para ser o curador da mostra de medalha construída agendada para o mesmo espaço mas que a fatalidade da sua partida impediu de se efetivar1; o derradeiro motivo foi o de cativar as novas gerações para a prática da medalhística, arte cujo ensino e dinamismo trouxe o maior prestigio a Portugal como o demonstram, por exemplo, a atribuição em 1998 do prémio J. Sanford Saltus Award for Outstanding Achievement in the Art of the Medal, ao Professor Hélder Batista e em 2011 ao João Duarte.Ciente do legado que me foi transmitido, enquanto regente da U. C. de Medalhística desde (2016-17) senti-me na obrigação de dar continuidade a esse trabalho tanto no âmbito do ensino quanto no da divulgação dessa forma de expressão artística, preconceituosamente, encarada como arte menor.A escolha do nome — metanarrativa — deriva de um olhar pessoal sobre a minha obra onde, paralelamente ao contexto específico de cada objeto, subsiste um fundo subliminar ou, discurso paralelo, hipertextual, simbioticamente relacionado com o território da medalha enquanto expressão artística contemporânea. Diria que a dimensão metanarrativa tem sido um farol cuja luz tem sondado as possibilidades poéticas dos materiais (pedra, madeira, bronze, cobre, latão, alumínio, aço carbono, aço inox, zinco, estanho, chumbo, couro, acrílico, cera, policarbonato, poliuretano, vinil, termolaminado, poliéster, plástico...) visando expandir o campo de intervenção da medalhística ao mesmo tempo que encontra na vanguarda dos procedimentos tecnológicos os métodos para a sua reprodutibilidade; é na multiplicidade serial que a medalhística se singulariza em contraste com a escultura. À semelhança da obra prolixa e multifacetada, a organização desta publicação reflete também, a heterogeneidade das abordagens. Sem querer categorizar, diria que o miolo é constituído por testemunhos e ensaios que assinalam a multiplicidade da relação artística e pessoal no âmbito da medalhística. A complementar o generoso contributo dos diversos autores propus-me escrever o texto final onde continuei a investigação sobre a “metanarrativa”2 na escultura.Aqui chegado diria que reconheço, neste livro, um objeto híbrido, heterogéneo e polimorfo, sinónimo quiçá, de quem se arrisca a procurar caminhos por descobrir.
Resumo: Em 1994 concorri a um lugar de assistente estagiário na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. A 4 de Janeiro do ano imediato assumi o cargo. Jubilei-me como professor associado no dia 2 de Novembro de 2020. É da reflexão ocorrida ao longo desses quase vinte e seis anos de lecionação que dou conta neste livro. Anos apaixonantes, de intensa dedicação ao ensino, que me mudaram como pessoa, como professor e como artista.
Resumo: O Capital, corresponde a projeto de investigação iniciado em 2016 sob a designação de Dinheiro, com uma primeira exposição no ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, na qual participaram dez artistas. Posteriormente foi para Múrcia, Espanha, onde se realizaram cinco exposições com a participação de mais vinte artistas, tendo sido apresentada em diversos espaços expositivos: Universidad Popular de Mazarrón, Museo de Archena, Museo Universidad de Murcia, Universidad Politecnica de Cartagena. Agora, em 2021, na Biblioteca da NOVA School of Science and Technology, em Almada, reúnem-se obras de vinte e cinco artistas numa exposição sucessivamente adiada desde fevereiro de 2020 pelos motivos universalmente conhecidos (SARS-CoV-2) com um título que apela a uma conclusão, o Capital.
Resumo: As obras presentes nesta mostra, trazem ao público uma reinterpretação do que poderão ser referências identitárias do passado mineiro da povoação [do Lousal]. A exposição, constitui-se assim, como ferramenta pedagógica para o estudo da transmissão da memória coletiva e da diversidade de usos e apropriações do espaço público hoje. Apresentando hipóteses de diálogo entre a vertente física e imaterial, cultural e social no Lousal, garantindo novas formas de leitura do território através da arte. Neste projecto contámos com o apoio da Câmara Municipal de Grândola, do Centro de Ciência Viva do Lousal, do Centro Comunitário do Lousal e da Junta de freguesia de Freguesia de Azinheira de Barros e São Mamede de Sádão