Resumo: Les arts plastiques et la pensée critique au Portugal, tout au long de la période que nous délimitons entre le début du Marcellisme (1968) et la fin du XXe siècle (2000), constituent un territoire détude fècond. Il est déjà possible de comprendre ce panorama, parfois complexe, en raison des mutations politiques, sociales et culturelles qui à cette èpoque survenaient dans la vie portugaise, notamment avec la Révolution d'Avril 1974 et la chute de la dictature qui s'ensuivit, mais aussi avec sa propre voie vers la stabilisation de la démocratie. L'objet de cette étude se fonde, donc, sur des événements, parcours, artistes, oeuvres, politiques culturelles, instituitions, enseignement artistique, publications, périodiques spécialisées, problématisation et critique, et trait d0union, bien sûr, avec la toile de fond internationale.
Resumo: O colóquio pretende discutir a teoria e a prática da experiência artística, histórica, antropológica, social e política do retrato, bem como a dimensão ficcional que elas comportam. Situada no cruzamento de várias áreas disciplinares, a discussão aborda o retrato enquanto conceito, tema, processo, objeto (monumento e documento) e dispositivo, nos seus múltiplos desdobramentos e nas suas sucessivas atualizações conceptuais, tecnológicas e contextuais. Mais do que definir um enquadramento temporal, o subtítulo — de Francisco de Holanda a Susan Sontag — indica a porosidade dinâmica do tema investigado nos domínios da arte e da literatura e da sua mútua reversibilidade.
Autor: Elias, Helena Azevedo Tavares, Cristina Vilarigues, M. Salteiro, Ilidio Quintas, Fernando Mena, Ana Teles, Inês Castro Silva, João Castelo, Marta Vicente, Sérgio Taveira, Rogério Lucas, Marta Galvão Barrios, Noemi Rostad, Meret Norment, Camille Qaradaki, Shwan Dler Espelien, Sigrid Hermansen...
Resumo: Designing futures: how can ethics shape design theory and practice, by Ana Henriques, is the first book of what is intended to be a collection of academic outputs resulting from research practices in design, developed in postgraduate courses at the University of Lisbon's Faculty of Fine Arts. This collection, entitled Design Matters, is aimed at disseminating the most recent research in the design field, with a special focus on issues dealing with the transformations spurred on by mutations of the social and cultural ecosystems where this discipline operates. A discipline which has been earning greater importance due to an inherent acuity of observation and intervention by its actors (...)
Resumo: Toda a teoria tem uma prática e toda a prática tem uma teoria. A expressão prática de uma teoria tanto pode revelar-se através da escrita como de qualquer outra manifestação, seja plástica, sonora, fisicamente apropriável ou volátil. Sendo a linguagem escrita limitada, na medida em que é entendida apenas por quem domina determinada língua, a linguagem visual é, por comparação, abrangente, porque não pressupõe o domínio de um código específico para ser acessível — uma e outra sempre interpretadas à luz da idiossincrasia individual. O corpo humano é ao mesmo tempo indivisivelmente físico e psíquico. As mãos pensam, a pele — o maior órgão do nosso corpo, feito da mesma matéria que o cérebro — pensa também. Não há pensamento sem matéria, não há ação sem reflexão. Em Escultura, em Arte, qualquer forma é intrinsecamente teórica. Aquilo que este livro apresenta são partes de um percurso escultórico mais vasto que foi sendo construído, assim como pistas para a continuidade. São processos e metodologias de trabalho, por vezes mais racionais, por vezes mais intuitivas, a partir de questões que se foram vivenciando e que suscitaram interesse investigativo. É uma seleção de lapsos de tempo que pareceram relevantes para o âmbito do documento que agora se publica. A “lição” que gostaria de deixar é que a Escultura se mistura com a vida e é dela que emana, é um exercício de aprendizagem permanente que decorre da intensidade da relação, do diálogo e da disponibilidade com a realidade que nos rodeia e com a qual estabelecemos ligação. Intrínseca, una e sem limites (para além da ética e princípios que a própria disciplina define), a Escultura mantém, para mim, o mesmo encantamento que tinha quando nos encontrámos