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João Eça

João Eça é licenciado em Cinema pela ESTC (2011-2014) e tirou um mestrado em Filosofia na FLUL (2016-2019). Está em curso o seu doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento na FBAUL (2020-). É Investigador Colaborador no CIEBA desde 2025. Tem publicado alguns artigos de investigação filosófica em revistas ou publicações internacionais, sobretudo em torno das questões da filosofia da imagem, dos processos de subjectivação na contemporaneidade e das diversas formulações do poder e da hegemonia nas “sociedades de controlo” (Deleuze). Interessa-se pelas possibilidades subversivas inscritas na linhagem da teoria neomarxista, pós-estruturalista e feminista/queer, bem como pela revalorização do pensamento indígena. Ao longo dos anos, tem realizado várias curtas e longas-metragens, com destaque para “Homens do Mar” (2014), “Susana” (2016), “Lá Fora” (2018), “Entre Cão e Lobo” (2021) ou “Frágil” (2022) e uma série de pequenos filmes experimentais no contexto do colectivo “Dobra” (2020-2024). Organizou vários ciclos de cinema na cidade de Lisboa, em espaços como a Zona Franca dos Anjos, a Galeria Zé dos Bois ou a Casa da Achada - Centro Mário Dionísio. No cinema trabalhou também em áreas como a produção, a assistência de realização e a montagem. Escreve regularmente - ensaios, crónicas, poesia; tem publicado pouco, mas pretende publicar mais. Nas horas vagas, que agora escasseiam, é DJ e produtor de música electrónica, tendo organizado eventos interdisciplinares em vários espaços associativos e culturais no país. Ao longo dos anos tem organizado raves e festas ilegais em lugares abandonados, encontrando no movimento da free party uma linhagem de possibilidades dissidentes e emancipatórias com vista à construção e ao fortalecimento de um contrapoder comunitário. Move-se também por entre os espaços associativos e militantes da cidade, tendo integrado entre 2018 e 2022 o colectivo “Stop Despejos”, que luta contra os processos de gentrificação, a exclusão urbana e social e a privatização do espaço público. Tem colaborado ocasionalmente nas acções de desobediência civil do colectivo ambientalista “Climáximo” e especializou-se em acções de protesto contra os espaços da dominação cultural - como o caso do IndieLisboa ou da ZDB, lugares onde felizmente nunca mais exibirá um filme seu. Proclama-se anarquista para os comunistas, comunista para os anarquistas e anarco-comunista para os restantes - não por escolha pessoal, é evidente, mas por necessidade histórica. Acima de tudo, acredita que as notas biográficas e os CVs são dispositivos de neoliberalização da subjectividade e prefere não fazer upload de uma foto sua.

Publicações Selecionadas


Teses/Dissertações
Eça, João. "Subjectividade e dissidência". Mestrado, Universidade de Lisboa Faculdade de Letras, 2019.

Capítulos de Livro 
Eça, João. "Techno-bodies in the age of pharmaco-porn capitalism: An essay on Paul B. Preciado". In Philosophy as Experimentation, Dissidence and Heterogeneity, editado por José Miranda Justo; Elisabete de Sousa; Fernando Silva. Cambridge, Reino Unido: Cambridge Scholars Publishing, 2021.

Artigos em Revista
Eça, João. "Da individuação técnica na arte: Para uma estética do pós-humano". Revista do Laboratório de Dramaturgia da Universidade de Brasília 20 (2022): 204-247.

Investigador Colaborador