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Tatiana Silva
Artista Plástica, Faro, 1985. Recentemente foi Docente do Ensino básico, no grupo de Artes Visuais e Educação Visual e Tecnológica. Investigadora e doutoranda na área da Escultura, desde 2018. Estudos e formação nas áreas de Arquitectura (2014) e Desenho (2017).
A investigação, agora numa fase final, centra-se numa metodologia teórico-prática. Proposta de uma reunião de artes para reflexão plástica e filosófica a partir de um objecto de uso quotidiano, mas também, de seu uso e presença intemporal ao longo das histórias das Artes e Ciências. Para ir atrás de uma intriga toda a vida desde então se tornou numa física e metafórica Viagem que pretende como propósito máximo, discutir uma grande problemática do Espaço - Tempo, que é a do apagamento da Paisagem (e da Memória). Para isso o nosso instrumento, ou sujeito da investigação, informa-nos de uma sua linhagem, e de como tem sido usado desde truque de leveza a elemento de prova, tanto nos discursos visuais e plásticos como no campo das ciências exactas, no atravessamento dos tempos, espaços e lugares da História Universal e da Paisagem.
O material tem desde cedo sido recolhido, produzido e revelado em exposições físicas regulares feitas em galerias, museus e espaços culturais, e todo este processo faz parte do desfecho da investigação. No espaço público, têm sido feitas intervenções com a utilização do gesto reconhecido como «instigador» da escultura acidental e efémera que deu origem ao tema e projecto proposto de encontrar soluções para a Tragédia e Barbárie que é nos nossos dias visível.
A investigação prende-se com a vida, com o quotidiano, o dia-a-dia e noções de tempo próprio, um tempo lento, demorado, a par e passo, como um caminho de multiplicidades e sobreposições de memórias, matérias e formas (de paisagens e territórios). O caminho de compreensão de resultados e da sua apresentação encontrou-se em processos metodológicos como o do Rizoma e do Atlas Mnemósine, exemplos de organização no caos em que se tornou então o processo de ligar o pensamento à matéria, à leitura e à escrita.
Vai da prática de uma escultura acidental que surgiu de modo imprevisto à teoria do seu próprio aparecimento, e subsequente desaparecimento, pois trata-se de um momento de Escultura e não de uma fórmula ou mesmo forma para a Escultura. Também se duvida de que seja apenas uma Escultura efémera, já que o que pretende também se poderá ligar ao caminho na pedagogia, numa escultura social, democrática, assente na liberdade e na leveza de tratamento das Matérias e das Paisagens).
A Obra proposta procura fazer acordar no espaço público. Acordar e encontrar respostas numa nova reunião de artes e ciências ajudada a contar com fadas, ninfas e elfos, grilos e cigarras... cruzando aqui também a fábula, a utopia como meio de absoluta necessidade. Reflexão plástica sobre o estado do mundo (caótico, alarmante e em eminente retrocesso civilizacional) e da arte (como a arte é a única que resiste (Deleuze) a única que acorda, aponta e te obriga a tocar na ferida, na tua própria ferida (Ver para crer) e aprender sará-la, tu mesmo...